Falar sobre autismo é tarefa que requer muita atenção e cuidado e um desafio para todos os profissionais que trabalham com esta questão.
Mesmo com os primeiros estudos sobre o assunto ainda na década de 1940 até os dias atuais e as trocas de experiências sobre o autismo, ainda não são suficientes para que se apresente uma fórmula ideal de trabalho, capaz de controlar todos os comportamentos característicos deste transtorno.
Autismo defini-se por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios significativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.
As dificuldades de interação social em crianças autistas podem manifestar-se como isolamento ou comportamento social impróprio: pobre contato visual, dificuldade de participar de atividades em grupo, indiferença afetiva ou demonstração inapropriada de afeto e falta de empatia social ou emocional.
De um modo geral, não há um período prévio de desenvolvimento normal, havendo comprometimento nas interações sociais, e também pouca flexibilidade na expressão da linguagem. A comunicação pode apresentar diferentes graus de dificuldades, algumas crianças não desenvolvem habilidades de comunicação, outras têm uma linguagem imatura, caracterizadas por jargões, ecolalia, etc. Ainda na comunicação mesmos autistas que apresentam habilidades verbais, não conseguem iniciar ou manter uma conversa apropriada.
Dentre as características do autismo é comum também o aparecimento de estereotipias, que podem ser movimentos repetitivos com as mãos ou com o corpo, a fixação do olhar em um determinado objeto por períodos longos e hábitos como o de morder-se, morder as roupas ou puxar os cabelos.
As mudanças de rotina, como mudança de casa, dos móveis, ou até mesmo de percurso, costumam perturbar bastante algumas destas crianças.
Quanto mais precoce for o diagnostico, e por conseqüência iniciar a intervenção precoce, maior será a independência destas pessoas e melhor também será sua qualidade de vida.
A APAE de Encantado possui uma equipe de profissionais capacitados que realizam um trabalho de avaliação dos alunos autistas e suporte as famílias.
A APAE como educadora mantém duas turmas nos turnos manhã e tarde que atendem cerca de 12 alunos, provindos de Encantado e região, trabalhando com a aplicação do método TEACCH.
Este método tem por finalidade a estruturação física e visual do ambiente de trabalho, com rotinas e regras explicitas, favorecendo assim ao aluno o entendimento das atividades a ele propostas.
Esta prática de trabalho mostra que uma aprendizagem feita passo a passo e por etapas, mantendo sempre uma estruturação de rotina, é que encontramos a chave do sucesso do trabalho com autitas.
Professoras: Floraci Bassegio e Priscila Gnoatto
Psicóloga: Dóris Luft |